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Bailarina baiana de 11 anos conquista ouro na final brasileira do Youth Grand Prix

Por Wendel de Novais

Atualizado em 3 min de leitura

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A bailarina baiana Maria Clara Cerqueira, de 11 anos, conquistou o primeiro lugar no repertório clássico da final brasileira do Youth Grand Prix (YGP), realizada em Barueri, São Paulo, entre os dias 20 e 24 de outubro. Aluna do BBT Art Academy, ela foi a única representante da Bahia a subir ao pódio da competição e também ficou entre as 12 melhores no solo contemporâneo.

O resultado amplia a coleção de conquistas da jovem em 2026, que já soma oito medalhas de ouro em diferentes competições. Neste ano, Maria Clara também recebeu o Troféu de Melhor Bailarina do Concurso Meia Ponta, no Festival de Dança de Joinville, e foi aprovada para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.

Na final do YGP Brasil, a bailarina garantiu o ouro com a variação de Satanella, do repertório clássico. No contemporâneo, alcançou o Top 12 com Plenitude, solo criado por Rafael Gomes. A competição brasileira integra o circuito do Youth America Grand Prix (YAGP), considerado um dos principais concursos de balé juvenil do mundo.


Entre os destaques da temporada está a participação no Festival de Dança de Joinville, onde Maria Clara conquistou o primeiro lugar no Festival da Meia Ponta, com a variação de Lise, do balé La Fille Mal Gardée, e no Festival da Sapatilha, com a variação da Princesa Florine. Na mesma edição, tornou-se a primeira baiana a conquistar dois títulos no festival e recebeu o prêmio de Melhor Bailarina do Concurso Meia Ponta.

A trajetória internacional também rendeu resultados expressivos. Em maio, Maria Clara participou das finais do YAGP, nos Estados Unidos. Já em setembro, na Argentina, conquistou três medalhas de ouro no Danzamérica e chegou à final do GPAL, competição na qual também recebeu bolsas de estudo.

A preparação da bailarina é conduzida pela professora Fabiana Gordilho, responsável pelo acompanhamento técnico e artístico. Segundo ela, o desempenho em Barueri refletiu o trabalho desenvolvido nas duas modalidades. “Maria Clara chegou a Barueri com um repertório muito bem trabalhado. A variação de Satanella pede técnica apurada e, ao mesmo tempo, leveza e brilho no palco, e ela conseguiu unir as duas coisas. O que mais me orgulha é ver que, com tantas conquistas neste ano, ela continua entrando na sala de aula com a mesma vontade de aprender do primeiro dia”, afirmou.

Os resultados também destacam o trabalho do BBT Art Academy, escola fundada e dirigida por Tânia Gordilho, que há cinco décadas atua na formação de bailarinos na Bahia. Além do balé clássico, a instituição oferece modalidades como jazz, teatro musical e ginástica rítmica.

Fotos: Divulgação

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