Pesquisadora baiana lança livro de combate ao racismo no ambiente escolar

O enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino é o tema central de “Protocolo Antirracista para Ambientes Educacionais”, novo livro da assistente social e pesquisadora baiana Denise Ferreira. A obra será lançada no dia 31 de julho, às 15h30, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, durante a programação do evento Wakanda das Pretas. Após o lançamento, a publicação também poderá ser adquirida pela internet.

Voltado principalmente a gestores, professores, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação, o livro reúne orientações para prevenir, identificar e enfrentar episódios de racismo no cotidiano escolar. A proposta é contribuir para a construção de respostas institucionais fundamentadas na promoção da equidade racial, na garantia dos direitos humanos e no fortalecimento de práticas educativas mais inclusivas.

Com linguagem acessível e abordagem prática, a publicação dialoga com as diretrizes da política nacional voltada ao Protocolo de Prevenção, Identificação e Resposta ao Racismo na Educação. Além de apresentar conceitos e fundamentos teóricos, a obra oferece estratégias para reconhecer situações de discriminação racial e orientar medidas capazes de promover uma atuação mais consistente das instituições diante desses episódios.

O livro também dedica espaço à análise das diferentes formas de violência racial presentes no ambiente escolar, esclarecendo distinções entre conceitos como racismo e injúria racial. A autora ainda discute os desdobramentos jurídicos dessas ocorrências, abordando aspectos relacionados ao Sistema de Justiça, às medidas socioeducativas e à proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

Ao explicar a origem da publicação, Denise Ferreira destaca que o projeto nasceu tanto de sua trajetória acadêmica quanto de experiências pessoais. “A criação deste livro foi impulsionada pela minha trajetória como pesquisadora das relações étnico-raciais, como mãe de dois filhos pretos e, sobretudo, pela inquietação diante do silenciamento e, muitas vezes, da inércia das instituições escolares frente às situações de racismo. Ao longo dos anos, observei que a ausência de intervenções e de respostas institucionais contribui para o agravamento desses episódios”, afirma.

Embora tenha como público prioritário os profissionais da educação, “Protocolo Antirracista para Ambientes Educacionais” também busca dialogar com pesquisadores, estudantes e famílias interessadas em compreender como o racismo se manifesta nas escolas e quais caminhos podem fortalecer uma cultura institucional comprometida com a equidade e o respeito à diversidade.

Fotos: Reprodução

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