O Palacete Tirachapéu anunciou três iniciativas que vão movimentar o Centro Histórico de Salvador em novembro. Apresentados na segunda-feira (26), os projetos incluem uma feira de arte contemporânea, uma exposição dedicada ao artista J. Cunha e o primeiro Salvador Cocktail Festival. As atividades buscam aproximar diferentes públicos das artes visuais, da gastronomia e da cultura da coquetelaria, além de movimentar a Rua Chile.
A programação começa com o Salvador Cocktail Festival, entre 10 e 16 de novembro. Realizado pelo Purgatório em parceria com o Palacete, o evento reunirá profissionais brasileiros e estrangeiros em atividades espalhadas pela cidade. Nos dias 14 e 15, a Rua Chile receberá uma festa gratuita com mais de 40 bares, música e gastronomia. Já nos dias 15 e 16, o Palacete sediará um congresso com palestras, painéis, masterclasses e feira de expositores. A iniciativa também celebra os quatro anos do Purgatório e pretende ampliar a presença de Salvador no circuito da coquetelaria.

Em seguida, de 12 a 15 de novembro, o público poderá visitar o Palacete Arte | Trama, primeira Feira de Arte Contemporânea da Bahia. Com entrada gratuita, o evento reunirá mais de 70 artistas e coletivos em uma programação que inclui exposição e venda de obras, ateliês abertos, visitas mediadas, atividades literárias e conversas sobre colecionismo e o mercado de arte. Idealizada por Monique Badaró, com direção artística de Stella Carrozzo, a feira busca fortalecer a produção baiana e ampliar o contato entre artistas e diferentes públicos.
A mesma data marca a abertura da exposição “J. Cunha — A invenção de uma linguagem”, realizada em parceria com a Paulo Darzé Galeria. A mostra reúne obras de diferentes períodos e temas da trajetória do artista. Para Paulo Darzé, fundador da galeria, a colaboração fortalece o circuito cultural de Salvador e amplia o acesso à produção artística brasileira. Já Thais Darzé, diretora da instituição e curadora da exposição, destaca a importância de aproximar a arte dos espaços de convivência da cidade.
Segundo Robson Almeida, CEO do Palacete Tirachapéu, a proposta é criar oportunidades de encontro e fortalecer as conexões da produção local com outros públicos. Durante a apresentação do festival, Jonatan Albuquerque, do Purgatório, também ressaltou o potencial da Bahia para se destacar na coquetelaria. “Já que a Bahia é referência em tantas coisas, por que não também ser referência em coquetelaria?”, questionou.
Fotos: João Murta