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Documentário sobre Mãe Menininha estreia na Globo

Por Wendel de Novais

2 min de leitura

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A trajetória de Mãe Menininha do Gantois ganhou um novo registro audiovisual com a exibição de Mãe Menininha – A Estrela do Gantois, na TV Bahia, nesta sexta-feira (6). A produção, lançada no ano em que se completaram quatro décadas da morte da ialorixá, percorreu momentos de sua vida e destacou sua atuação na preservação das tradições religiosas de matriz africana. Depois da transmissão, o filme passou a integrar o catálogo gratuito do Globoplay.

O documentário foi construído a partir de mais de 60 entrevistas, que reuniram diferentes perspectivas sobre o legado da religiosa. Parentes, pesquisadores e integrantes do Terreiro do Gantois participaram dos relatos, ao lado de nomes conhecidos da música e da televisão, como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Alcione, Mariene de Castro, Márcia Short, Nelson Rufino, Daniela Mercury, Regina Casé e Lúcia Veríssimo. Flora Gil também esteve entre os entrevistados.


À frente da direção, o jornalista e apresentador Ricardo Ishmael conduziu uma produção com aproximadamente 1h40 de duração. Para ele, o trabalho ultrapassou o formato de reportagem e se tornou um registro da contribuição histórica de Mãe Menininha. “Mais do que um produto jornalístico, trata-se de um documento histórico que destaca a contribuição de uma das maiores iyalorixás brasileiras de todos os tempos”, afirmou.

Parte da narrativa foi construída com imagens recuperadas dos arquivos da TV Bahia e da Rede Globo, no Rio de Janeiro. O material de época revelou encontros da ialorixá com personalidades da política, do esporte e do entretenimento, além de homenagens prestadas por escolas de samba e participações em campanhas publicitárias e comerciais de televisão.

A investigação também atravessou o Atlântico. Além de Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, a equipe esteve na Nigéria para registrar as origens familiares ligadas à história do Gantois. Em Abeokuta, no sudoeste do país, foram localizados os arredores onde nasceu Maria Júlia da Conceição Nazareth, fundadora do terreiro e bisavó de Mãe Menininha. O percurso permitiu apresentar na televisão, pela primeira vez, referências às raízes nigerianas da casa religiosa.

Fotos: Beto Foto/Divulgação

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