O Terreiro Palácio de Ogum e Caboclo Sete-Serra, no município de Lençóis, na Chapada Diamantina, foi tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro na quarta-feira (26) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O órgão informa que o espaço é considerado o templo de Jarê mais antigo em funcionamento no Brasil e teve o seu tombamento justificado pela relevância cultural e histórica enquanto expressão viva da diversidade religiosa afro-brasileira.
“Trata-se de um bem cultural de excepcional valor histórico, simbólico e espiritual, cuja materialidade e ambiência expressam a permanência e a vitalidade de uma tradição afro-brasileira singular” argumentou a relatora do dossiê, Desiree Ramos Tozi.
Além do terreiro na Bahia, outros três bens no país receberam títulos de Patrimônio Cultural Brasileiro: o edifício da antiga Repartição Central de Polícia (antigo Dops), na cidade do Rio de Janeiro; a Fábrica de Tecidos São Luís, no município paulista de Itu; e o Sítio Histórico e Arqueológico de São José de Queimado, no Espírito Santo.
(Foto do Dossiê do Bem: Denis Matos)


