O Senado aprovou, nesta quarta-feira (3), o projeto que cria o Profimed, uma prova obrigatória para que médicos recém-formados possam obter o registro profissional. A proposta passou por 11 votos a 9, mesmo enfrentando forte resistência de universidades, especialistas e do Ministério da Educação, que alertam para riscos de duplicação de processos, aumento de custos e possível desorganização no sistema de avaliação da formação médica.
O governo, por meio do MEC, tentou barrar o avanço do texto para manter sob sua responsabilidade a avaliação de cursos e estudantes. O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, criticou o Profimed, chamando-o de ineficaz e prejudicial. “Esse exame de ordem desvirtua completamente a função, é inconstitucional […] Não melhora a formação, acaba só punindo o recém-formado e sua família”, afirmou.
Mesmo assim, o projeto seguiu adiante. Relatado pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e apresentado pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), o texto prevê que o Conselho Federal de Medicina será o responsável por aplicar a prova.
Foto: Reprodução


