A cantora Mariene de Castro será a principal atração da 25ª edição da Lavagem de Madeleine, considerada a maior celebração da cultura afro-brasileira realizada na Europa. Entre os dias 10 e 13 de setembro, a artista baiana comandará o trio elétrico que percorre as ruas de Paris em um cortejo que, neste ano, presta homenagem ao samba como uma das mais importantes expressões da identidade cultural brasileira.
Integrante do calendário oficial da Prefeitura de Paris, o festival transforma a capital francesa em um espaço de encontro entre manifestações artísticas e religiosas ligadas ao Brasil. Em 2025, o evento reuniu mais de 60 mil pessoas e levou às ruas apresentações de música, dança, gastronomia, capoeira e tradições de matriz africana, atraindo brasileiros, franceses e visitantes de diferentes países.
Criada em 2002 pelo produtor cultural Robertinho, a Lavagem de Madeleine foi inspirada na tradicional Lavagem do Bonfim, realizada em Salvador. Um dos momentos mais emblemáticos da programação é a lavagem simbólica das escadarias da Igreja de La Madeleine, precedida por um cortejo que parte da Place de la République ao som de batucadas e maracatus, acompanhado por baianas trajadas de branco e pelo babalorixá Pai Pote, do Ilê Axé Ojú Onirê, de Santo Amaro da Purificação.



Ao celebrar 25 edições, a festa reafirma seu papel como ponte cultural entre Brasil e França. A escolha de Mariene de Castro para conduzir o trio elétrico reforça o protagonismo da música baiana na programação e coloca o samba no centro das homenagens desta edição, destacando sua relevância para a formação da cultura brasileira.
O desfile pelas ruas de Paris integra uma programação mais ampla dedicada à valorização da ancestralidade, da diversidade e do intercâmbio cultural. Ao longo de sua trajetória, a Lavagem de Madeleine já recebeu artistas como Caetano Veloso, Margareth Menezes e Daniela Mercury, consolidando-se como uma das principais vitrines internacionais da cultura brasileira.
Além de integrar o calendário oficial da Prefeitura de Paris, o evento faz parte da Rota dos Escravizados da Unesco, iniciativa voltada à preservação da memória da escravidão e de seus desdobramentos históricos. Com isso, a celebração amplia seu alcance para além da música e da festa, reafirmando seu compromisso com a valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro e com o diálogo entre diferentes povos e tradições.
Fotos: Divulgação
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