Símbolo de resistência e uma das maiores referências do candomblé no Brasil, a ialorixá Mãe Olga de Alaketu foi homenageada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) com o título de “Promotora da Igualdade Racial”, em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição para a preservação da cultura afro-brasileira.
Nascida Olga Francisca Régis, Mãe Olga foi iniciada para Iansã aos 16 anos e, em 1948, tornou-se ialorixá ao assumir a liderança do Ilê Maroiá Láji – o Alaketu, um dos terreiros de candomblé mais antigos do país, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Reconhecida por sua atuação em defesa da valorização das religiões de matriz africana e da cultura negra, Mãe Olga recebeu a Ordem do Mérito Cultural, em 1997, e se consolidou como uma das vozes mais importantes no diálogo entre o candomblé e a sociedade brasileira.
A homenagem foi entregue no sábado (8), durante o “Seminário Centenário Iyá Agba Olga de Alaketu – Ialodê da Contemporaneidade em sua Matripotência”, realizado no Terreiro do Alaketu, em Salvador. O evento foi promovido pelo MIR, em parceria com os Ministérios da Cultura (MinC) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Mãe Olga é a terceira pessoa a receber o título e a segunda baiana. Em junho deste ano, Mãe Stella de Oxóssi também foi homenageada com o reconhecimento.
Foto: Divulgação
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