Os Correios voltam a enfrentar risco de paralisação em meio a um impasse com os trabalhadores. A categoria reivindica o pagamento de um vale-refeição ou alimentação de R$ 2,5 mil, dividido em duas parcelas, benefício conhecido como “vale-peru”. A empresa afirma não ter condições financeiras de conceder o valor.
Nesta segunda-feira (15), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tenta intermediar um acordo para evitar uma greve nacional prevista para começar na terça-feira (16). Como alternativa, a direção da estatal propôs estender o acordo coletivo atual, que vence nesta segunda, até 28 de fevereiro, mantendo as negociações em andamento.
A proposta será levada às assembleias na terça-feira, quando os trabalhadores decidirão se aceitam ou rejeitam o termo. O cenário, no entanto, é de divisão entre os sindicatos, com tendência de recusa caso não haja alterações. O acordo vigente, firmado na gestão anterior, expirou em julho e vem sendo renovado temporariamente.
Além do vale extra, os sindicatos cobram reposição salarial e de benefícios pela inflação acumulada, além de adicional de 70% nas férias. A proposta da empresa não prevê reajuste nem o pagamento do benefício adicional, mas mantém os demais direitos até o fim de fevereiro.
Foto: Marcelo Regua/Dedoc


