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Do colonial ao pós-escravidão: acervos baianos são reconhecidos como ‘memória do mundo’ da UNESCO

Por Bruna Cerqueira

2 min de leitura

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A Bahia teve dois acervos aprovados para o Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWLAC), que reúne conjuntos documentais de maior valor histórico, cultural, artístico e social do planeta. Os selecionados são o Conjunto Documental Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos (1821–1889), do Arquivo Público do Estado da Bahia, e as Cartas do Senado a Sua Majestade (1640–1889), do Arquivo Histórico Municipal de Salvador.

O primeiro acervo reúne documentação essencial para a história social e para o estudo das populações de origem africana no século XIX. O segundo traz registros de comunicações oficiais entre a administração colonial e a metrópole portuguesa, materiais fundamentais para pesquisas sobre a história urbana e política da Bahia. Ambos figuram entre os sete acervos brasileiros escolhidos pelo Comitê Regional para a América Latina e o Caribe do MoWLAC.

Conjunto Documental Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos

A aprovação ocorreu durante a 25ª Reunião do Comitê Regional, realizada entre 10 e 13 de novembro, em Lima e Cusco, no Peru. Ao todo, 71 postulantes elegíveis de 15 países foram avaliados, e 29 foram aprovados. Criado em 1992, o Programa Memória do Mundo tem como missão promover a preservação e o acesso ao patrimônio documental da humanidade. No âmbito regional, o MoWLAC reconhece acervos que contribuem para a identidade e a memória coletiva dos países latino-americanos e caribenhos.

Fotos: Gov/BA

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