A Emirates proibiu o uso de carregadores portáteis (power banks) dentro de suas aeronaves. A medida, que entrou em vigor na última quarta-feira, 1º, e não impede o transporte desses dispositivos, faz parte de uma estratégia de segurança para reduzir riscos envolvendo baterias de lítio, responsáveis por incidentes em aviões de diferentes companhias no mundo. A orientação é que os passageiros embarquem com todos os aparelhos já carregados, sobretudo em viagens de longa duração.
Pelas novas regras, apenas carregadores com capacidade inferior a 100 Watts-hora podem ser transportados a bordo, sempre com identificação clara da potência. No entanto, não será permitido utilizá-los para carregar celulares, tablets ou computadores durante o voo, nem conectá-los à energia da aeronave. Outra mudança é que os equipamentos não poderão mais ser guardados no compartimento superior de bagagens, devendo permanecer no bolso do assento ou em bolsas posicionadas sob o banco da frente. Vale lembrar que o transporte desses itens continua proibido em malas despachadas.
A decisão se apoia em dados que mostram o aumento do número de incidentes relacionados a baterias de lítio nos últimos anos. Quando danificadas ou sobrecarregadas, elas podem sofrer o processo de “fuga térmica”, em que a temperatura interna cresce rapidamente, gerando risco de incêndio, explosão ou emissão de gases tóxicos. Embora smartphones e notebooks modernos possuam sistemas de proteção, muitos power banks simples não contam com esses mecanismos de segurança, o que eleva o perigo dentro das cabines.
Ao centralizar os carregadores em locais acessíveis e proibir seu uso em voo, a Emirates pretende facilitar a atuação imediata da tripulação em caso de emergência. Outras companhias aéreas internacionais já adotaram restrições semelhantes, sinalizando uma tendência regulatória na aviação mundial.


