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Beiju pode ser reconhecido como patrimônio imaterial

Por Bruna Cerqueira

2 min de leitura

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O beiju, iguaria presente na maioria das mesas dos lares baianos, pode ter seu valor cultural e gastronômico reconhecido como patrimônio imaterial em Irará, município a 135 km de Salvador.
O projeto que dá ao alimento o status de patrimônio imaterial já foi aprovado pela Câmara Municipal da cidade, e agora está na fase final, aguardando a sanção da prefeitura.


O preparo do beiju em Irará é uma tradição de muitos anos. A receita passa entre gerações, sobretudo através do conhecimento ancestral das mulheres, que ganham o nome de beijuzeiras.


Elas continuam o legado de mães, avós e bisavós, confeccionando o beiju, em suas diversas apresentações, dentro de casa ou em cozinhas comunitárias de associações e para as cooperativas montadas com o intuito de levar o produto de Irará para outras cidades e estados.

Beiju poderá ser reconhecido como patrimônio imaterial de Irará. Crédito: divulgação


A tradição da confecção do beiju ganhou destaque em 2015, com a criação do Festival do Beiju de Irará, idealizado pelas irmãs e produtoras culturais Bernadete Anunciação e Lucy Anunciação. “Criar um festival cultural itinerante, que é o festival do beiju, vai fortalecendo toda a cadeia produtiva de homens e mulheres do campo, levando assim o nosso artesanato, nossa arte, nossa cultura, nosso samba de roda e as manifestações culturais”, explica Bernadete.

Crédito: divulgação

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