A casa onde Santa Dulce dos Pobres viveu durante grande parte da vida será aberta ao público como um novo espaço de memória em Salvador. Localizado no Barbalho, o imóvel passa a integrar o roteiro de visitação dedicado à primeira santa brasileira e será inaugurado durante a programação da Festa de Santa Dulce dos Pobres, realizada entre os dias 1º e 13 de agosto.
O memorial permitirá que visitantes conheçam mais de perto o cotidiano da religiosa, reunindo ambientes preservados e elementos que ajudam a contar a história da mulher que dedicou a vida ao cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade. A abertura do espaço reforça o legado de Santa Dulce e amplia o circuito histórico ligado às Obras Sociais Irmã Dulce, cuja trajetória começou justamente na região da Cidade Baixa.
A programação deste ano tem como tema “Santa Dulce dos Pobres nos educa na paz pela força da Graça Sacramental” e inclui missas, procissões e apresentações musicais no Santuário Santa Dulce dos Pobres e na Praça Irmã Dulce, no Largo de Roma. Entre as atrações confirmadas estão Padre Antônio Maria, Walmir Alencar, Banda Anjos de Resgate, o cantor coreano Junho Chu e um tributo especial com Buja Ferreira, Tuca Fernandes, Carla Cristina, Xangai e a Orquestra Compassos.



Durante o lançamento da programação, realizado nesta quarta-feira (29), a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Maria Rita Pontes, destacou a importância da celebração para fortalecer a devoção à santa. “É motivo de muita alegria para nós realizar mais um ano dessa Festa, que é um importante instrumento de fortalecimento da fé em Santa Dulce e ampliação da devoção a ela. Esse é o endereço onde tudo começou”, afirmou.
O dia 13 de agosto, data litúrgica de Santa Dulce, concentrará os principais momentos da festa. Além das missas celebradas ao longo do dia, a programação prevê uma Missa Campal, às 17h, presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha, seguida pela tradicional Procissão Luminosa. A agenda inclui ainda a Procissão dos Nós, carreata, Santo Pedal e motociata, que percorrerão diferentes pontos da capital.
Ao unir a inauguração do memorial às celebrações religiosas, a edição deste ano amplia as possibilidades de conhecer a história da primeira santa brasileira para além da devoção. O novo espaço preserva a memória de Santa Dulce no ambiente onde ela viveu e oferece ao público um percurso mais próximo de sua trajetória humana, espiritual e do legado que continua transformando vidas na Bahia.
Fotos: Divulgação
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