A Orquestra Afrosinfônica volta a abrir as portas de seu processo criativo ao público nos dias 27 e 28 de julho, sempre às 19h, em encontros realizados na Casa da Ponte, no Largo do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. Sob a regência do maestro Ubiratan Marques, fundador do grupo, os ensaios propõem uma experiência que vai além da apresentação musical, aproximando espectadores e músicos em um ambiente de troca e escuta.
Com acesso gratuito mediante inscrição prévia pela plataforma Sympla, a iniciativa também incorpora um gesto de solidariedade. Embora a entrada não tenha custo, os organizadores convidam o público a doar um quilo de alimento não perecível, que será destinado a famílias da comunidade do Pelourinho.
A identidade artística da Afrosinfônica está alicerçada na música afro-brasileira, explorando uma linguagem que une a tradição sinfônica às heranças da diáspora africana. Essa fusão, desenvolvida ao longo da trajetória da orquestra, resulta em um repertório que valoriza as matrizes culturais negras e amplia os horizontes da música de concerto produzida na Bahia.



Durante os ensaios, serão interpretadas obras dos álbuns Branco (2015) e Orin, a Língua dos Anjos (2021), indicado ao Grammy Latino, além de releituras de compositores e artistas que dialogam com a identidade da formação, como Gilberto Gil, BaianaSystem e Mateus Aleluia. Todos os arranjos levam a assinatura de Ubiratan Marques.
“A Afrosinfônica é uma extensão desse grande terreiro, desse grande quintal que é a Bahia. E o nosso objetivo nestes ensaios, na verdade, é manter esse diálogo constante entre a orquestra e o público. Estes encontros com o povo são a nossa fonte de inspiração, principalmente na Bahia. Todo esse mundo negro, esse mundo afro é nosso alimento. É importante estar sempre perto do público”, afirma o maestro Ubiratan Marques.
Ao transformar o ensaio em um momento compartilhado, a Afrosinfônica convida o público a acompanhar os bastidores de sua criação artística em um dos espaços mais emblemáticos do Centro Histórico. A proposta reforça a vocação da orquestra para estabelecer pontes entre a música de concerto, a cultura afro-brasileira e a cidade que inspira sua trajetória.
Fotos: Divulgação
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