Nos últimos dias é impossível acessar as redes sociais e não se deparar com usuários, influencers, marcas, artistas e até políticos publicando imagens geradas pelo ChatGPT que copiam o estilo inconfundível do Studio Ghibli, a mais famosa empresa de animes do mundo. Famosos como Ivete Sangalo, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e Ana Maria Braga geraram selfies e fotos com a estética do estúdio japonês.
Seus desenhos animados conquistam fãs além do Japão, e a empresa sempre se mostrou incomodada com a questão da IA gerar retratos e cenários que são frutos, nas versões originais, de elaboradas técnicas humanas.
Porém, para o ChatGPT, a trend foi valiosíssima: apenas na segunda-feira (31), o chatbot de inteligência artificial ganhou, em apenas 1 hora, 1 milhão de usuários, como revelou Sam Altman, CEO da OpenAI, companhia dona do aplicativo.
Em declaração ao G1, a empresa afirmou que usar elementos gráficos e estéticos de terceiros é um foco de atenção para o ChatGPT, mas que inspirações mais livres são possibilidades que a ferramenta oferece. “Continuamos a evitar gerações no estilo de artistas vivos individuais, mas permitimos estilos de estúdio mais amplos – que as pessoas usaram para gerar e compartilhar algumas criações originais de fãs verdadeiramente encantadoras e inspiradas”.
O Studio Ghibli não se manifestou após o viral, mas voltou à tona uma declaração de 2016, na qual o fundador do estúdio, Hayao Miyazaki, disse ter ficado “totalmente enojado” ao ver a demonstração de um vídeo criado com inteligência artificial.
Mesmo com o aumento de usuários, a OpenAI manifestou preocupação com o sucesso da trend, limitando temporariamente a geração de três imagens por dia na versão gratuita do aplicativo. “É superdivertido ver as pessoas adorando imagens no ChatGPT. Mas nossas GPUs (unidades de processamento gráfico) estão derretendo”, disse Altman.
Crédito: reprodução/redes sociais