Em celebração ao mês em que são comemorados o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela (25 de julho), o Goethe-Institut Salvador-Bahia recebe o lançamento do livro Weaving Stories (Tecendo Histórias), publicação internacional que reúne dez narrativas visuais afrocêntricas, nesta terça-feira (29), às 18h. Na ocasião, também será aberta a exposição homônima, com trabalhos das fotógrafas brasileiras Geovana Maria e Ana Carolina Haddad, cujos projetos integram a obra. O acesso é gratuito.
Com curadoria editorial da fundadora do PICHA, Josiane Faubert, Weaving Stories já foi lançado em Seattle (EUA) e Nairóbi (Quênia), e chega a Salvador como parte de um circuito global que busca ampliar o acesso a representações mais autênticas das vivências negras. A publicação reúne mais de 50 fotografias, acompanhadas de reflexões textuais que aprofundam o contexto das imagens e a experiência dos autores.

Na exposição, o projeto apresentado por Geovana Maria, nascida em Camaçari (BA), intitula-se Mulheres que Curam: Tecnologias Ancestrais das Mulheres Negras. A fotógrafa retrata o cotidiano de rezadeiras, herbalistas e curandeiras, evidenciando o uso de ervas, massagens e rituais como práticas de cuidado e conexão espiritual. “Essas imagens são uma forma de manter vivos os saberes das nossas avós. É um convite para que mais mulheres negras se reconheçam como herdeiras e guardiãs dessas tecnologias”, afirma Geovana.
Já Ana Carolina Haddad, fotógrafa e jornalista de São Paulo, apresenta o ensaio A base da gastronomia brasileira passa pela diáspora. O projeto investiga os vínculos entre a comida brasileira e as heranças africanas. “Quando a gente fala de comida, a gente fala de fé. O que chamamos de cozinha típica brasileira é, na verdade, uma longa oração da diáspora”, diz Ana Carolina.
A diretora do Goethe-Institut Salvador-Bahia, Friederike Möschel, ressalta a importância da iniciativa no contexto das efemérides do mês de julho: “O Goethe busca apoiar projetos que descentralizam narrativas e colocam vozes negras e femininas no centro da cena. É uma forma de reforçar nosso compromisso com a diversidade e com a escuta sensível às histórias que nos atravessam”.
Crédito: Geovana Maria


