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Curador da exposição em homenagem ao Axé Music na Caixa Cultural, Jonga Cunha define o ritmo como um movimento sociocultural

Um dos ritmos mais sagrados da Bahia, reconhecido em todo o mundo, o Axé Music completa 40 anos em 2025. Em celebração ao marco, a Caixa Cultural Salvador inaugurou a exposição “Axé: A Força Sonora e Visual de um Movimento”, com um acervo que reúne peças históricas e oferece experiências interativas que conectam o público à essência da Axé Music. Jonga Cunha, músico e curador da mostra, diz que “o axé foi o maior e mais importante movimento musical que aconteceu no Brasil nos últimos dois séculos”.

“Ele [o axé] é tão grande, tão importante, que foi muito mais que um movimento musical. Foi um movimento sociocultural e econômico, que influenciou o Brasil inteiro”. Para o curador, a Bahia foi extravasada para o país à medida que não só a música estava em todas as rádios do país, com nomes como Luiz Caldas, Daniela Mercury e Banda Reflexu’s, mas também na forma de fazer festa. “De forma comportamental, também. O jeito de fazer festa do baiano foi invadindo todos os lugares, as danças, a alegria e a influência africana que Salvador vive, Salvador é uma África e isso foi passado dentro do âmago do movimento”, reflete.

A mostra também é uma homenagem a Wesley Rangel, produtor musical e fundador do Estúdio WR, principal responsável pela gravação de artistas do gênero; e Pedrinho da Rocha, designer de abadás, mortalhas e trios elétricos do Carnaval de Salvador.

“Eu reputo Wesley Rangel como o pai do axé. Ele viabilizou as gravações numa época em que ainda não havia acontecido a revolução digital. As gravações analógicas só eram possíveis no eixo Rio-São Paulo. Então, ficávamos na fila e quase sempre a arte para ser aprovada nessa fila, nessa disputa de espaço, ela era vilipendiada, maquiada e não chegava como era tocada na rua, nos discos. Até a WR chegar e a música do gueto, da esquina, do tambor ir para o gravador analógico de duas polegadas e, então, ir para a rádio”, diz Cunha.

A exposição é gratuita e segue até 16 de março, com visitação de terça a domingo das 9h às 17h. No próximo dia 15, às 19h, a Caixa Cultural promoverá um Coquetel para imprensa, com a presença de Pedrinho da Rocha, Jonga Cunha e artistas. A entrada é gratuita.

Foto: divulgação

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Ian Reis

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