O artista plástico baiano Eduardo Lima, natural de Capim Grosso, foi condecorado com a medalha de prata pela Academia Internacional de Arte Moderna de Roma, na Itália. Reconhecido por retratar o Sertão baiano e o Nordeste brasileiro com cores vibrantes e uma estética marcada pela alegria, simplicidade e verdade, o artista vê sua trajetória ganhar destaque internacional. “Representar minha cidade, minha região e minhas raízes em um evento internacional é uma conquista imensa. É uma alegria levar a arte do Sertão para o mundo”, celebrou.
A premiação aconteceu na Basílica Santa Maria in Montesanto, durante a XIV Mostra Internacional – Jubileu de Roma 2025, um dos eventos mais prestigiados do circuito artístico europeu. Para a ocasião, Eduardo criou uma obra inédita, intitulada Piedade, inspirada na célebre escultura Pietà, de Michelângelo. Na releitura, o artista transporta o sentimento de dor e fé da obra renascentista para a realidade do povo sertanejo, retratando com sensibilidade a resistência, a esperança e a força do homem nordestino. “Foi uma forma de homenagear a fé do nosso povo, que mesmo diante das dificuldades, nunca perde a esperança”, afirmou.
Com uma trajetória marcada pela superação, Eduardo Lima trabalhou como frentista antes de se dedicar exclusivamente à arte. Foi com esforço e persistência que transformou o sonho de menino do Sertão em uma carreira sólida, conquistando admiradores dentro e fora do Brasil. Com mais esse reconhecimento internacional, reafirma-se como um dos expoentes da arte nordestina contemporânea, sendo porta-voz visual das cores, da fé e da beleza do povo do Sertão.
Crédito: Divulgação


