“Não agradar faz parte”: modelo baiana de 20 anos fala sobre pressão e ascensão após estreia em NY

Aos 20 anos, a modelo baiana Larissa Moraes vive uma ascensão rara até mesmo para os padrões imprevisíveis da moda internacional. Natural de Salvador, ela acaba de alcançar mais um marco simbólico na carreira: estreou em Nova York em um desfile da Louis Vuitton, grife responsável por abrir as portas de sua trajetória fora do Brasil ainda em 2024.

Desde o primeiro convite da maison francesa, Larissa vem construindo uma relação incomum para novos nomes do mercado. Estreou internacionalmente como exclusiva da marca durante toda a temporada e, agora, soma sete desfiles consecutivos para a Louis Vuitton — um feito que consolida a modelo entre os rostos brasileiros mais promissores da nova geração fashion.

Em entrevista para o site Ronaldo Jacobina, ela fala sobre os ataques que enfrentou na internet, a confiança quase intuitiva de que encontraria seu espaço e o impacto de sair de Salvador para cruzar alguns dos principais circuitos da moda mundial.

Sua estreia em Nova York aconteceu justamente em um desfile da Louis Vuitton, marca que abriu as portas da sua carreira internacional. O que passou pela sua cabeça quando percebeu a dimensão desse momento?

Fiquei emocionada. Estou até agora, na verdade. Fico relembrando dos meus primeiros momentos com a equipe. Eu sabia que tudo ficaria bem quando minha agência falou: “Larissa, a equipe da Louis Vuitton quer te conhecer”. Ver que meus momentos mais marcantes no mundo da moda aconteceram através deles me enche de gratidão.

A moda costuma vender uma imagem de glamour permanente, mas também expõe muito quem está começando. Você já foi desmotivada em algum momento?

Isso é comum. A internet é um ambiente desafiador e existem muitos juízes de plantão. Já ouvi muita coisa, já recebi comentários ofensivos, além de comparações desnecessárias. Procuro entender que nada disso fala sobre mim e nada disso me define. Sei quem sou e ainda quero alcançar muito além do que já conquistei. Tenho meus objetivos e quero sempre fazer o melhor no meu trabalho para ver cada um deles se realizando.

Você saiu de Salvador para desfilar nas principais semanas de moda do mundo ainda muito jovem. Em que momento percebeu que a moda tinha deixado de ser um sonho distante para virar uma carreira real?

Só percebi a dimensão do que estava vivendo quando fiz o teaser do Cruise 2025, em Barcelona. Havia uma equipe enorme e apenas uma modelo: eu. Olhando aquela vista, as câmeras e toda a estrutura envolvida, percebi que meu trabalho era muito maior do que eu tinha imaginado.

Existe alguma lembrança da infância ou adolescência em Salvador que explique de onde veio seu interesse pela moda?

Nunca pensei que poderia ser modelo. Mas sempre quis ser reconhecida pelo meu trabalho, mesmo sem saber exatamente qual seria esse trabalho. Eu queria fazer algo que achasse incrível. Quando começaram a falar que eu poderia ser modelo, fui pesquisar e me apaixonei por tudo aquilo: moda, expressão, passarelas elaboradas, entrevistas. Senti que tinha encontrado um lugar onde eu realmente queria estar.

Em algum momento você teve medo de que não desse certo?

Não teve um momento específico em que pensei que não daria certo. E não digo isso com arrogância. Falo pela sensação boa que sempre tive de caminhos abertos. Isso vem muito da minha fé. Quando cheguei pela primeira vez à Louis Vuitton, até minha agência ficou preocupada com a minha confiança. Eu entendo que não ando só. Isso faz muita diferença.

Aos 20 anos, você já soma sete desfiles consecutivos para a Louis Vuitton. O que mudou da Larissa de 2024 para a profissional que está hoje nas passarelas globais?

Acredito que ganhei bastante confiança. Quando comecei, ainda tinha muito medo do que cada pessoa iria pensar de mim. Com o tempo, isso foi passando. Não existe fórmula pronta e não agradar todo mundo também faz parte. Hoje estou feliz com os resultados do meu trabalho. Existem pessoas que gostam do que faço. É isso que importa.

A moda internacional exige adaptação emocional, física e cultural o tempo inteiro. Qual foi o maior desafio até aqui?

Meu maior desafio foi me adaptar à ideia de viajar para qualquer lugar a qualquer hora. Nessa profissão, nunca temos certeza do que vai acontecer no dia seguinte.Podemos estar em casa hoje e, amanhã, do outro lado do mundo, em um voo de 14 horas. As decisões acontecem muito rápido. E, embora às vezes seja assustador, eu até gosto disso.

Quando olha para tudo o que conquistou até agora, qual momento considera mais simbólico da sua trajetória?

Tenho uma coleção de momentos importantes que guardo com muito carinho. Poderia citar vários, mas um dos mais especiais foi meu primeiro desfile internacional: o Cruise 2025 da Louis Vuitton, no Parque Güell, em Barcelona. Era um lugar lindo. Lembro que estava encantada com as roupas, com a passarela, mas muito nervosa também. Foi um momento muito feliz para mim.

Fotos: Reprodução/Instagram

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