Um relatório recente da Unesco reforça a urgência de melhorar a qualidade da merenda escolar em todo o mundo. Apesar de quase metade das crianças terem acesso a algum tipo de refeição oferecida pelas escolas, a organização alerta que a atenção ao valor nutricional ainda é insuficiente. A publicação ressalta que cardápios balanceados, com alimentos frescos e educação alimentar, podem não apenas reduzir a obesidade infantil, como também aumentar matrículas, frequência e desempenho escolar.
O estudo revela fragilidades no planejamento: em 2022, quase um terço das refeições escolares foi elaborado sem a participação de nutricionistas. Apenas 93 dos 187 países avaliados possuíam regras específicas para a alimentação escolar e, mesmo entre eles, pouco mais da metade fiscalizava de fato a oferta de produtos em cantinas e máquinas. A situação preocupa diante do avanço simultâneo da obesidade e da insegurança alimentar no cenário global.
Como exemplos positivos, a Unesco cita programas como o PNAE, no Brasil, que restringiu o uso de ultraprocessados, além de políticas na China, Nigéria e Índia que ampliaram a ingestão de nutrientes e a permanência dos alunos em sala de aula. A recomendação da organização é clara: governos devem priorizar alimentos locais e in natura, reduzir produtos industrializados e incluir educação alimentar no currículo. Ainda este ano, novas ferramentas de apoio e capacitação para gestores e professores serão lançadas no âmbito do Monitoramento Global da Educação. (Com Agência Brasil)


