Aos 82 anos, o navegador baiano Aleixo Belov escreveu mais um capítulo épico da sua trajetória ao cruzar a lendária Passagem Nordeste, rota gelada da Sibéria conhecida por seus ventos implacáveis e pela curta temporada de degelo. A bordo do veleiro Fraternidade, o feito reuniu uma equipe plural, com profissionais de diferentes áreas, que compartilharam coragem, disciplina e o espírito de aventura necessários para encarar o Ártico.
Entre os tripulantes estavam o jovem cinegrafista baiano Nino Franco, o fotógrafo paraense de esportes aquáticos Ádamo Mello, o carpinteiro veterano Osvaldino Dórea, a estudante Joana Pitombo em sua estreia em vela oceânica, além do médico Sérgio Colavolpe e do experiente instrutor Marcelo Brocchini. Somaram-se ainda quatro russos e o capitão Sergei Shcherbakov, que deram caráter internacional à expedição.
Após 142 dias no mar, desde a partida em Salvador em abril até a chegada ao Pacífico em 1º de setembro, o Fraternidade tornou-se o primeiro veleiro das Américas a concluir a travessia. Para Belov, que já deu cinco voltas ao mundo, essa foi a maior prova já enfrentada em sua carreira — e superada graças à união da tripulação.
