O circuito Barra-Ondina virou um encontro da tradição popular na noite de sábado (14) com a passagem do Trio da Cultura, promovido pelo Governo do Estado. Em vez de apostar apenas na lógica dos hits, o desfile levou à avenida um mosaico de manifestações tradicionais.
À frente do trio, um cordão formado por grupos como os Caretas de Acupe, o maracatu feminino Ventos de Ouro, além de expressões como mamulengo, bois e a Burrinha de Acupe, ocupou a orla com cores, ritmos e narrativas que remetem à ancestralidade afro-brasileira e nordestina.
Mestra do Ventos de Ouro, Josy Garcia ressaltou o significado da participação no projeto. “Participar desse movimento que reúne tantas manifestações culturais afro-brasileiras é muito importante para a resistência, para a difusão, para mostrar o quão rica é a nossa cultura”, afirmou.
Capitaneado por Margareth Menezes, o Trio da Cultura chegou ao terceiro ano consecutivo reafirmando a proposta de integrar música, arte popular e participação coletiva em um mesmo cortejo. Em meio ao repertório tradicional dos trios elétricos, a iniciativa se destaca como um espaço de valorização das expressões artísticas que formam a base identitária do Carnaval da Bahia.





Fotos: Ícaro Soares/GOVBA
