A Rede Quase Nativa está expandindo sua atuação com a iniciativa “Expedição Amazônia Paraense”, projeto que une turismo de base comunitária, cultura popular e sustentabilidade em territórios tradicionais do Pará. Com apoio da ONG SER e patrocínio da Aipê – Aliança pela Inclusão Produtiva –, a ação beneficia comunidades da Ilha do Marajó, Ilha de Algodoal e da capital Belém, promovendo capacitações e estruturando experiências turísticas conduzidas por moradores locais.
Com a COP30 marcada para Belém em 2025, o projeto antecipa oportunidades ao qualificar guias, pescadores e anfitriões com oficinas presenciais e formação online. São abordados temas como recepção turística, gestão ambiental, marketing, acessibilidade e inglês. “A ideia é construir roteiros autênticos, baseados no conhecimento local, e torná-los economicamente sustentáveis, gerando trabalho e renda para mulheres, juventudes e famílias ribeirinhas”, explica Manoela Ramos, uma das coordenadoras da iniciativa.
As experiências oferecidas incluem vivências com cerâmica marajoara, trilhas ecológicas, gastronomia tradicional, carimbó e produção do açaí, entre outras. Além das oficinas, o projeto investe em infraestrutura para as atividades, com aquisição de coletes salva-vidas, caiaques, instrumentos musicais e equipamentos audiovisuais. Todo o processo será documentado em vídeos, cartilhas e conteúdos digitais.
A Rede Quase Nativa já tem atuação consolidada na Bahia, em regiões como Boipeba, e agora leva esse modelo para o Norte do país. O projeto também envolve parcerias com iniciativas como o Guia Negro (SP), Instituto Anotai (AP), Rio Geotour (RJ) e coletivos locais como o Ampac, no Marajó. A proposta é deixar um legado duradouro: uma rede autônoma de experiências turísticas sustentáveis conduzidas pelas próprias comunidades, mesmo após o fim do financiamento institucional.
Mais informações sobre os roteiros e oficinas podem ser acessadas no Instagram @quasenativa, no site quasenativa.carrd.co ou pelo WhatsApp (75) 99109-3334.
