A poucos meses das celebrações de São João, período que tradicionalmente impulsiona o consumo de licores na Bahia, o ritmo de produção já se intensifica no Recôncavo Baiano. Em Cachoeira, a Licor do Porto deu início ao ciclo de 2026 com a projeção de atingir a marca inédita de 200 mil garrafas, refletindo o aquecimento antecipado do setor.
Neste ano, a produção vem acompanhada de uma estratégia que dialoga com o calendário nacional. A marca prepara uma edição especial de rótulos inspirados na Copa do Mundo FIFA de 2026, explorando as cores do Brasil em uma tentativa de conectar o simbolismo junino a um período de grande visibilidade esportiva.
Mais do que números, a movimentação reverbera na economia regional. Apenas neste ciclo, mais de R$ 500 mil foram destinados à aquisição de frutas como jenipapo, tamarindo e jabuticaba, provenientes de comunidades quilombolas do Recôncavo.
Durante o auge da produção, a operação chega a mobilizar mais de 300 postos de trabalho, entre diretos e indiretos, consolidando o papel da empresa — fundada em 2005 — como um dos motores da cadeia produtiva local, com um portfólio que reúne mais de 30 sabores, entre receitas tradicionais e variações contemporâneas.
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