O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação civil pública contra a cantora baiana Cláudia Leitte em que pede uma indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo por discriminação religiosa. A artista trocou o verso “saudando a rainha Iemanjá” por “eu canto meu rei Yeshua” na música “Caranguejo” – episódio que ocorreu em 2024 e, desde então, é alvo de polêmicas e assunto nacional. A informação foi veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira, 19, e confirmada pela assessoria do MP.
A ação, assinada pelos promotores Lívia Vaz e Alan Santiago, solicita que o valor seja revertido ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos ou a entidades que representem as religiões de matriz africana. Eles querem ainda que a cantora faça uma retratação pública e “se abstenha de praticar qualquer ato de discriminação religiosa, direta ou indiretamente, em suas apresentações públicas, entrevistas, produções artísticas ou redes sociais, especialmente aqueles que impliquem supressão, alteração ou desvalorização de referências religiosas de matriz africana”.
A representação em que se baseia a ação do MP, subscrita pela pela iyalorixá Jaciara Ribeiro e pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), cita a hipótese de que o improviso teria relação com o fato de Cláudia Leitte ter se convertido e se filiado “a denominações neopentecostais cuja tônica discursiva se assenta na conhecida desqualificação, difamação e satanização das religiões afro-brasileiras”. Até o momento, a cantora não se manifestou publicamente.
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