O cantor baiano Moraes Moreira será eternizado com uma estátua em Salvador. A homenagem ao primeiro cantor de trio elétrico do país será instalada em frente ao Hotel Fasano, na Praça Castro Alves, no Centro Histórico de Salvador. A inauguração está prevista para o dia 12 de março, às 17h.
Esculpida pelo artista Roberto Manga, a homenagem é parte das comemorações do aniversário de 40 anos da Fundação Gregório de Matos (FGM). Após a entrega da obra, um cortejo do bloco Moraes e Moreira seguirá rumo ao Teatro Gregório de Mattos, onde será realizada a abertura da exposição FGM 40+ e a apresentação da agenda oficial do órgão para 2026.
A programação também inclui o lançamento de uma revista com reportagens sobre os programas da fundação e entrevistas exclusivas com nomes como Gilberto Gil e Mário Kertész. O encerramento fica sob a tutela de Davi Moraes, filho de Moraes Moreira, que realiza um show no terraço do Cine Glauber Rocha. O evento é gratuito e aberto ao público, sujeito à lotação dos espaços fechados.
Histórico
Nascido em Ituaçu, na Chapada Diamantina, Moraes aprendeu a tocar violão na adolescência na cidade de Caculé. Após mudar para Salvador, formou o grupo Novos Baianos com Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, com quem assinou a maioria das composições do grupo e foi responsável por um dos discos mais importantes da música brasileira: Acabou Chorare, de 1972.
Moraes também foi o primeiro artista a cantar em trio elétrico no Carnaval, junto com o Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar e esteve presente no primeiro encontro de trios, na Praça Castro Alves. Em carreira solo, lançou mais de 20 álbuns e assinou músicas como “Chame Gente” e “Eu Sou o Carnaval”, que se tornaram clássicos da folia soteropolitana. O cantor morreu em 13 de abril de 2020, após um infarto agudo do miocárdio.
Foto: Almir Santos/Secult-BA
