O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC) e o Museu de Arte da Bahia (MAB) recebem, a partir desta quarta-feira (19), duas exposições que celebram a diversidade e o vigor da produção artística — da arte contemporânea às tradições ancestrais.
No MAC, abre às 17h a mostra “Do pranto o oceano, e nadamos no amor”. A montagem reúne 21 pinturas, seis instalações, uma escultura, um mural e ainda ativa a já conhecida escultura inflável de um cacho de bananas, todas produzidas entre 2022 e 2025. As obras destacam a mistura entre cultura pop, estética tropical, referências urbanas e questões sociais, sempre com forte presença da representatividade negra — marca do trabalho do artista Zéh Palito, que ocupa um museu brasileiro em mostra individual pela primeira vez.
Já no MAB, às 18h, será inaugurada “Arte Africana: Máscaras e Esculturas”, que apresenta cerca de 300 peças da Coleção África, reunida ao longo de duas décadas. A curadoria é assinada por Marisa Moreira Salles, Tomas Alvim, Renato Araújo e Danilo Garcia. A exposição traz máscaras, esculturas, estatuetas, objetos ritualísticos, bronzes, adornos, apoios de nuca, tecidos e utensílios que evidenciam a riqueza estética, simbólica e espiritual de diferentes culturas africanas.
As duas mostras dialogam com o Novembro Negro e ampliam as possibilidades de contato do público com produções que valorizam a ancestralidade e revelam novas leituras da arte contemporânea e tradicional.
Foto: Coleção África/Redes Sociais
