Uma reflexão sobre a relação que temos com as águas é o que propõe o fotógrafo Diego Sei, na exposição Veias que será aberta nesta quinta-feira (09), às 18h, na Galeria da Fundação Pierre Verger, no Centro Histórico. A mostra integra a quarta edição do projeto 16 Ensaios Baianos, dedicado a valorizar a fotografia produzida na Bahia e a promover diálogos entre gerações.
São 29 imagens de rios de Salvador, Boipeba e do Recôncavo Baiano, em tamanhos distintos, desde 33×55 até 1m20, além de trabalhos em estêncil representando os rios como se fossem veias. Segundo o curador, Paulo Coqueiro, a exposição propõe uma experiência estética, mas também um convite à reflexão sobre a preservação das águas. “As fotografias reunidas em Veias revelam a relação vital entre rios, comunidades e modos de vida, articulando memória e cotidiano em torno da água como patrimônio essencial”, afirma.

Todas as imagens são em preto e branco, num misto de técnica e poesia, como ressalta o curador da mostra. “O resultado plástico é denso, com um contraste que torna a fotografia de Diego Sei extremamente gráfica. Este olhar sedento por encantamento se manifesta em forma de espelho, crítica e fantasia, fazendo das suas fotografias um convite à sociedade para conhecer suas águas, visando sua preservação e valorização enquanto patrimônio”, diz.

Para Diego Sei, falar de rios é falar de história, de memória, de ancestralidade. “Esse ensaio traz os rios como afluentes da cultura, dos povos tradicionais que usam esses ambientes para tirar o alimento, para lazer, e esses ambientes vem sendo ameaçados”, ressalta. O nome Veias, também tem um significado especial, como explica o fotógrafo: “O nome remete tanto as veias do nosso corpo quanto as veias dos rios que cortam as cidades e o interior. É um respeito às águas”.
A mostra deverá ficar em cartaz pelos próximos três meses,ainda sem data para encerrar.
