A cantora Majur chega ao Carnaval de Salvador com uma agenda intensa e simbólica, ocupando palcos distintos da cidade em quatro apresentações consecutivas — do Pelourinho ao Rio Vermelho, passando pelo Expresso 2222 e pelo Palco Castro Alves. Em entrevista exclusiva ao site Ronaldo Jacobina, Majur falou sobre como o momento marca a consolidação de sua presença no circuito oficial da cidade onde nasceu e se formou.
“O Carnaval de Salvador sempre fez parte da minha vida, da minha formação, da minha memória afetiva”, resume. “Mas viver isso hoje, com reconhecimento, com agenda cheia, com meu trabalho alcançando mais gente… é outra dimensão. Estar consagrada na minha terra, no Carnaval da minha cidade, é algo que mexe muito comigo”, revela.
Ao falar sobre a dinâmica das apresentações, que acontecem em espaços com públicos e atmosferas distintas, Majur afirma que encara cada show como um organismo próprio. “Cada show vai ter uma proposta diferente mesmo, uma energia própria. Carnaval pede isso, né?”, explica a artista, que faz mistério sobre os detalhes de cada apresentação.
O que já está revelado é que o repertório foi pensado especialmente para a folia. Ao lado de músicas autorais, Majur incorpora canções que dialogam diretamente com a identidade sonora do Carnaval e com sua própria formação como artista e foliã. “Esse repertório foi pensado especialmente pro Carnaval. Eu escolhi músicas a dedo, singles que eu amo ouvir, que fazem parte da minha história como artista baiana e também como foliã”, afirma.
Entram no setlist “Vampirinha”, de Ivete Sangalo, “Desliza”, de Léo Santana, além de faixas como “Jetski”, de Pedro Sampaio, e “O Baiano Tem o Molho”, de Kannalha — referências que, segundo ela, ampliam a troca com o público. “São músicas que eu realmente gosto, que me atravessam e que têm tudo a ver com a grandiosidade do Carnaval de Salvador”, completa.
Entre os compromissos, a passagem pelo Expresso 2222 carrega um peso simbólico particular. O camarote representa, para Majur, um marco dentro da própria caminhada. “O 2222 é um espaço histórico, né? Tem uma conexão muito forte com a cultura da Bahia e com a música brasileira. Estar ali é uma honra enorme”, afirma. “É aquele tipo de convite que você recebe e sente que está vivendo um momento importante da sua trajetória.”
A sequência de shows em Salvador antecede ainda um capítulo inédito fora da Bahia. No dia 21 de fevereiro, Majur puxa sozinha, pela primeira vez, um trio elétrico em Campo Grande (MS), com o Bloco EITA!. A estreia em trio próprio reforça a expansão nacional da artista, sem romper com as raízes que seguem ancorando seu discurso.
Agenda
14/02 – Largo do Pelourinho (17h às 18h30 – Pôr do Sol)
15/02 – Rio Vermelho (23h30 à 0h30)
16/02 – Expresso 2222 (22h15)
17/02 – Palco Castro Alves (20h30 às 21h30)
21/02 – Bloco EITA! – Campo Grande (MS) (17h)
Foto: Divulgação
(Wendel de Novais)
