A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e concede desconto para rendas de até R$ 7.350. A votação registrou 493 votos favoráveis e nenhum contrário, consolidando um dos compromissos de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto, que ainda precisa passar pelo Senado antes de ser sancionado, prevê que, a partir de 2026, a dedução mensal de até R$ 312,89 zere o imposto para aqueles que se enquadram no novo limite.
Atualmente, a faixa de isenção é de R$ 3.036. Com a mudança, mais de 26,6 milhões de contribuintes devem ser beneficiados já no primeiro ano de vigência. Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá um desconto de R$ 978,62, reduzindo significativamente o valor devido. Segundo o governo federal, a proposta busca aliviar a carga tributária sobre a classe média e aumentar o poder de compra das famílias brasileiras.
O impacto fiscal estimado é de R$ 25,8 bilhões. Para compensar a renúncia, o projeto estabelece a criação de uma alíquota progressiva de até 10% sobre rendimentos anuais acima de R$ 600 mil. Essa tributação atingirá aproximadamente 140 mil pessoas, menos de 0,2% do total de contribuintes, que hoje pagam, em média, 2,54% de imposto. A cobrança mais elevada, de 10%, incidirá sobre rendas anuais a partir de R$ 1,2 milhão, sem afetar aqueles que já estão sujeitos à alíquota máxima de 27,5% do IR. (Com Agência Brasil)
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