Em meio ao avanço das doenças crônicas e ao aumento dos índices de obesidade no país, cresce na Bahia a procura por abordagens médicas voltadas à prevenção e ao acompanhamento contínuo da saúde. A tendência reflete uma mudança gradual no comportamento dos pacientes, que passam a priorizar estratégias de longo prazo, focadas na identificação precoce de riscos e na melhoria do estilo de vida.
Nesse cenário, clínicas de medicina integrativa têm ampliado atuação ao propor modelos que combinam análise metabólica, avaliação comportamental e monitoramento individualizado. Em Salvador, o Núcleo GAB – Medicina Integrada foi criado pelos médicos Glauber Branco e Cláudia Lacerda, a partir da observação de que muitos pacientes, mesmo após sucessivos exames e tratamentos, não alcançavam equilíbrio metabólico nem melhora consistente na qualidade de vida.
A abordagem envolve áreas como emagrecimento, prevenção cardiometabólica, reposição hormonal e saúde física e mental. O método parte da investigação de fatores como alimentação, sono, estresse, microbiota intestinal e perfil hormonal, buscando compreender as causas dos desequilíbrios, e não apenas tratar sintomas isolados.
Segundo os especialistas, iniciativas desse tipo refletem um movimento mais amplo no país, ainda marcado por práticas reativas e intervenções tardias. A expectativa é que modelos preventivos, baseados em acompanhamento contínuo e personalização do cuidado, ganhem espaço nos próximos anos diante do envelhecimento populacional e do crescimento das doenças relacionadas ao estilo de vida.
