A Bahia é hoje o maior produtor de leite do Nordeste e ocupa a sétima posição no ranking nacional, com 1,3 bilhão de litros produzidos em 2024 e um valor bruto de produção de R$ 2,5 bilhões. A atividade, que envolve desde pequenos agricultores até grandes indústrias, gera milhares de empregos e movimenta a economia em diferentes regiões do estado. Do total de 108 mil estabelecimentos rurais produtores de leite, 82% pertencem à agricultura familiar, evidenciando o peso social dessa cadeia produtiva.
A estrutura industrial também é robusta: são 160 laticínios em operação, sendo 120 certificados, o que assegura competitividade, qualidade e acesso a novos mercados. Além disso, o setor baiano tem buscado agregar valor aos derivados, investir em inovação tecnológica e fortalecer a sustentabilidade, fatores essenciais para manter a liderança regional e ampliar sua participação nacional.
Esse mercado estratégico é justamente o foco do 13º Encontro Baiano dos Laticinistas, que acontece em Mata de São João, no Hotel Iberostar Waves, desde a quinta-feira (25) e segue até o domingo (28). O evento é promovido pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Leite da Bahia (Sindileite), com apoio do Governo do Estado, e reúne cerca de 300 empresários e mais de 40 marcas ligadas ao setor.
Ao longo da programação, estão em debate temas que impactam diretamente o futuro da cadeia: políticas fiscais para garantir competitividade, acesso a crédito, modernização das plantas industriais, tributação, gestão, inovação tecnológica, sustentabilidade da produção e abertura de novos mercados. O encontro se consolidou como o maior do segmento no Norte e Nordeste, projetando a Bahia como protagonista nacional na agenda do leite e derivados.


