A Azul Linhas Aéreas divulgou um levantamento que mostra que o esquecimento anda voando alto. Entre janeiro e julho deste ano, mais de 3,6 mil objetos foram deixados para trás em aeronaves e balcões da companhia — de fones de ouvido e óculos a uma dentadura solitária e até uma tampa de panela perdida em pleno ar. O campeão dos esquecimentos é o aeroporto de Viracopos (Campinas), seguido de Confins, Recife, Brasília e Curitiba — destinos, ao que parece, também da distração.
A lista de “achados e perdidos” da Azul daria um bom roteiro de comédia aérea: já teve até um rolo de papel higiênico com dedicatória (“Para Lulu, com carinho”). Segundo a empresa, 95% dos itens jamais reencontram seus donos, o que talvez explique por que algumas malas viajam mais do que seus proprietários. Os objetos ficam guardados por até 90 dias antes de serem doados a instituições de caridade. E para quem quiser resgatar algo esquecido, o procedimento é simples — basta procurar o balcão da Azul ou registrar o caso no chat. Afinal, esquecer faz parte da vida, mas lembrar de procurar também ajuda.


