A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e outras entidades representativas do setor, incluindo a seccional Bahia, estão realizando uma série de treinamentos online e gratuitos com orientações práticas para empreendedores identificarem bebidas falsificadas dos produtos autênticos. Em Feira de Santana, um homem de 56 anos morreu após dar entrada em uma UPA na madrugada desta sexta-feira, 3, com um caso suspeito de intoxicação por metanol.
A Abrasel diz que a análise deve começar pela tampa, considerada o principal ponto de segurança dos produtos: tampas originais apresentam acabamento preciso, sem amassamentos ou espaçamentos e com arte impressa de alta qualidade. A presença de lacres plásticos sobrepostos a tampas decoradas é um forte indicativo de adulteração, segundo as associações.
Outro ponto de atenção é o selo fiscal, obrigatório em bebidas destiladas importadas. O selo autêntico possui holografia que revela apenas uma letra por vez – R, F ou B. Se todas as letras forem visíveis simultaneamente, há a possibilidade de o selo ser falsificado.
No geral, os principais sinais e sintomas da intoxicação são dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea que podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. O Ministério da Saúde orienta o paciente procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo de casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado. O profissional de saúde deve ligar para o Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da sua região que fará a notificação e a investigação dos casos.
Para evitar que eles aconteçam é recomendado que os consumidores comprem bebidas apenas se tiverem certeza da procedência legal do produto. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a dizer esta semana para a população evitar o consumo de bebidas destiladas se não souber a origem da fabricação.
O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. Entre agosto e setembro deste ano, o estado de São Paulo, onde a situação começou, notificou 17 casos de intoxicação por metanol, sendo 6 confirmados, 10 em investigação e 1 descartado. Normalmente, o Brasil registra 20 casos por ano.
“O mercado ilegal não apenas coloca em risco a saúde pública, como também alimenta redes criminosas, fragiliza a concorrência leal e compromete a arrecadação tributária”, explica Daniel Monferrari, head de Proteção às Marcas e Segurança Corporativa da Diageo, que capacitou empreendedores na iniciativa da Abrasel.
