A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata do azeite de oliva da marca Los Nobles do mercado brasileiro. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, classifica o produto como irregular, por ausência de registro e de comprovação da origem e das condições de fabricação. Em 2025, a ação de fiscalização ganhou escala: Anvisa e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já retiraram pelo menos 26 marcas de azeite das prateleiras no país, evidenciando um problema recorrente no setor.
Entre as marcas que tiveram venda proibida ou suspensa neste ano estão Ouro Negro, Royal, Godio, La Vitta, Santa Lucia, Cordilheira, Serrano, Alonso, Quintas D’Oliveira, Almazara, Escarpas das Oliveiras, Grego Santorini, La Ventosa e Vale dos Vinhedos. O consumo desses azeites clandestinos expõe o consumidor a fraudes e até a misturas com óleos de baixa qualidade ou impróprios para ingestão. A prática se apoia na reputação do azeite como alimento saudável e pode provocar intoxicações, desconfortos e distúrbios gastrointestinais, configurando risco direto à saúde pública.
Para reduzir a exposição a esse tipo de irregularidade, o consumidor deve redobrar a atenção no ponto de venda. Preços muito abaixo da média costumam ser o primeiro sinal de alerta. Além disso, um azeite regular apresenta rótulo claro, com identificação do produtor, país de origem, lote e registro válido no Brasil. Consultar as listas oficiais da Anvisa e do Mapa antes da compra é uma medida simples, mas estratégica, para garantir segurança alimentar e evitar levar “gato por lebre” para a mesa.
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