A disparada no preço do cacau, que acumulou alta de 130% em 2024, deve afetar diretamente o bolso do consumidor nesta Semana Santa. A elevação foi causada por problemas climáticos e estruturais em países africanos, como Gana e Costa do Marfim, responsáveis pela maior parte da produção mundial. Para minimizar os efeitos no mercado interno, a indústria tem apostado em reduzir o tamanho das porções e ampliar a variedade de produtos. Ainda assim, segundo a Fecomércio-BA, chocolates em barra e bombons subiram 14,41% no último ano, e os achocolatados em pó, 10,24%.
Na Bahia, a valorização da amêndoa teve reflexos significativos. O estado exportou cerca de 46 mil toneladas de cacau em 2024, movimentando US$ 434 milhões — crescimento de 119% em relação ao ano anterior. A cotação do produto no mercado internacional chegou a quase R$ 60 o quilo em dezembro. Dados do IBGE apontam que o território baiano possui hoje 449 mil hectares de área plantada e uma produção de 119 mil toneladas, com forte impacto econômico para a região.
Além do chocolate, itens tradicionalmente consumidos durante o feriado também tiveram variações de preço. O pescado registrou alta média de 4,87% em doze meses, enquanto o azeite subiu 14,11%, mantendo-se com valor elevado nas gôndolas. Por outro lado, alimentos como batata-inglesa, cebola e arroz apresentaram quedas significativas, o que pode equilibrar o custo das refeições. A expectativa do setor varejista é de aumento de até 10% nas vendas neste período em Salvador, impulsionado pelo consumo sazonal e promoções pontuais.
Com informações do Jornal Correio.
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