E se as ruas de Salvador fossem espaços para brincar, correr, inventar e imaginar? Essa é a pergunta que guia “Ei, ei! E se Essa Rua Fosse Nossa?”, novo espetáculo infantojuvenil do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), que estreia nos dias 29 e 30 de agosto, às 16h, no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), no Corredor da Vitória. A entrada é gratuita.
Com direção e coreografia de Brunno de Jesus, a montagem propõe um olhar sobre as relações entre corpo, cidade e infância. A partir da técnica do Pisa-Pé, baseada em uma brincadeira de pisar no pé do outro e ser pisado, os bailarinos desenvolvem movimentos, improvisações e a própria construção coreográfica.
“O Pisa-Pé se apresenta como um procedimento de criação em dança. A partir de uma brincadeira que parece simples, pisar no pé do outro e ser pisado nasce uma cidade feita de encontros, desvios, cuidados, descobertas e invenções”, explicou o coreógrafo. Para ele, a obra funciona como uma dança-manifesto voltada às infâncias e ao direito de ocupar os espaços da cidade.



A peça transforma simbolicamente a calçada em palco, a rua em brincadeira e a esquina em lugar de encontro. A proposta convida crianças e adultos a refletirem sobre a cidade que está sendo construída e sobre o espaço destinado ao brincar, dialogando também com a realidade das periferias, onde a rua ocupa historicamente um papel de convivência e criação.
Segundo Guilherme Hunder, diretor do BTCA e responsável pela dramaturgia ao lado de Brunno de Jesus, a escolha de um artista que pesquisa a brincadeira como possibilidade coreográfica reforça a ideia de que brincar também é assunto sério. “Uma companhia pública também deve se ocupar das infâncias”, afirmou.
Com assistência de coreografia de Ticiana Garrido e figurino de Guilherme Hunder, o espetáculo reúne os bailarinos Agnaldo Fonseca, Amanda Moreira, Cristian Rebouças, Emerson Nascimento, Joelly Pereira, Ramon Moura, Felipe Silva, Thiago Nobre e Yasmin Almeida. Após a estreia, a montagem segue com uma pergunta que ultrapassa o palco: que cidade seria possível construir se os adultos voltassem a olhar o mundo com os olhos das crianças?
Fotos: Divulgação
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