A Flipelô saiu definitivamente da condição de festa literária de alcance regional para ocupar lugar entre os grandes eventos do calendário cultural brasileiro. A edição de 2026, realizada no Pelourinho, registrou cerca de 330 mil acessos às atividades e um público estimado em 55 mil pessoas.
Isso coloca a festa baiana à frente da tradicional Flip de Paraty, no Rio. que recebeu cerca de 40 mil pessoas neste ano. Uma diferença significativa para um evento com apenas dez edições.

O crescimento da Flipelô também chamou a atenção do mercado editorial. A Companhia das Letras, uma das maiores editoras do país, montou pela primeira vez um espaço próprio no Pelourinho, outro indicativo da relevância que a festa conquistou nacionalmente.
E a organização já olha para 2027. Angela Fraga, diretora da Fundação, quer trazer novamente a Salvador a filósofa e ativista norte-americana Angela Davis, além de outros figurões da cena literária internacional.
