Feira literária do Pelourinho ultrapassa a de Paraty, no Rio, e se consolida como uma das maiores do país

A Flipelô saiu definitivamente da condição de festa literária de alcance regional para ocupar lugar entre os grandes eventos do calendário cultural brasileiro. A edição de 2026, realizada no Pelourinho, registrou cerca de 330 mil acessos às atividades e um público estimado em 55 mil pessoas.

Isso coloca a festa baiana à frente da tradicional Flip de Paraty, no Rio. que recebeu cerca de 40 mil pessoas neste ano. Uma diferença significativa para um evento com apenas dez edições.

Angela Fraga, da Fundação Casa de Jorge Amado, organizadora da Flipelô Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

O crescimento da Flipelô também chamou a atenção do mercado editorial. A Companhia das Letras, uma das maiores editoras do país, montou pela primeira vez um espaço próprio no Pelourinho, outro indicativo da relevância que a festa conquistou nacionalmente.

E a organização já olha para 2027. Angela Fraga, diretora da Fundação, quer trazer novamente a Salvador a filósofa e ativista norte-americana Angela Davis, além de outros figurões da cena literária internacional.

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