A obra de Frans Krajcberg ganha novas perspectivas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), que inaugura nesta quarta-feira (12), às 17h, o segundo ato da exposição “As Naturezas de Frans Krajcberg”. Com entrada gratuita, a mostra ocupa a Capela do MAM e reúne trabalhos que atravessam diferentes fases da trajetória do artista, marcada pela pesquisa com elementos naturais e pelo ativismo ambiental.
Com curadoria de Alejandra Muñoz, a exposição apresenta três núcleos na Capela, construindo um percurso pela relação de Krajcberg com a natureza, desde suas experimentações com matérias-primas minerais e vegetais até a produção mais diretamente ligada à defesa do meio ambiente.
O primeiro núcleo, “Das inspirações minerais às potências da floresta”, fica no térreo e reúne trabalhos realizados com 24 técnicas. Entre as peças estão esculturas feitas com cascas de árvores, pigmentos minerais e madeiras carbonizadas, materiais recorrentes na produção do artista.



Nas laterais da Capela, o público encontra “Da evidência das texturas à dignidade dos vestígios”. O núcleo reúne 14 obras, incluindo gravuras produzidas nas décadas de 1960 e 1970, período em que Krajcberg intensificou suas experiências com texturas, formas e marcas encontradas na natureza.
No piso superior está o terceiro núcleo, “Da redenção dos resquícios à revolta ativista”. O espaço apresenta uma linha do tempo construída a partir da biografia de Krajcberg publicada em 2024 pelo escritor João Meirelles, acompanhada por fotografias de Christian Cravo.
O projeto expositivo ultrapassa os limites do MAM-BA e chega ao Recôncavo baiano. Desde julho, o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Candeias, recebe o quarto núcleo, “A morada dos guardiões”. A etapa reúne 46 obras de grandes dimensões e tem entre seus destaques “Flor do Mangue”, de 1973, uma das obras emblemáticas da trajetória de Krajcberg.
Fotos: Divulgação
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