A Rua Chile, além de ser uma das vias mais chamoras do país, vai se transformar no grande palco do Wine Brasil Music. Em sua segunda edição, entre os dias 20 e 23 de agosto, o festival amplia suas fronteiras, ocupa restaurantes, espaços culturais e empreendimentos da via e reforça a vocação do Centro Histórico de Salvador como um dos principais polos da enogastronomia brasileira.
Depois de reunir cerca de 9 mil pessoas em sua estreia, o evento aposta em uma experiência a céu aberto, na qual o público poderá caminhar pela Rua Chile com uma taça de vinho nas mãos, circulando entre degustações, harmonizações, apresentações musicais, workshops e experiências gastronômicas. A proposta é integrar vinho, patrimônio, arquitetura, cultura e gastronomia em um único percurso, transformando uma das ruas mais emblemáticas da capital baiana em uma verdadeira passarela do vinho.
A mudança traduz o principal desafio assumido pela organização nesta segunda edição. Segundo a sócia da Zum Brazil, Paula Lacorte, o potencial do festival pedia uma experiência que extrapolasse os limites do Palacete e envolvesse toda a Rua Chile. “A gente tem a Rua Chile como protagonista, não só o Palacete, mas a Rua Chile inteira, porque ela reúne arte, gastronomia, cultura, história, legado e a história do vinho, que amarra tudo isso. Quando a gente sai da Rua Chile e vai para os touchpoints, os outros restaurantes que estão aqui no entorno entram junto com a gente e assinam esse evento”, explica.
A programação reunirá workshops, degustações e a presença de sommeliers, enólogos e vinícolas brasileiras e internacionais. Movimento que reforça o posicionamento do Wine Brasil Music como um evento de alcance nacional. “É um evento que não é regional, é um evento nacional. Estamos trazendo gente de todo o Brasil e também de fora do país. A ideia é que ele se consolide como um grande evento nacional de vinho, cultura e gastronomia”, declara Paula.


Embaixador do festival, Ronaldo Jacobina destaca que a ocupação da Rua Chile acompanha a transformação que a região vem vivendo nos últimos anos, impulsionada pela chegada de novos restaurantes, hotéis, bares e espaços dedicados à gastronomia. “A expectativa é que este ano a gente saia do Palacete e ocupe outros lugares, como a Chile 27 e também a própria rua. Vamos ter pequenos palcos, ações de vinícolas e o público poderá circular pela Rua Chile com sua taça de vinho, fortalecendo essa cena”, indica.
Para ele, o festival ajuda a consolidar um corredor de enogastronomia no Centro Histórico, valorizando empreendimentos que vêm investindo em experiências ligadas ao vinho e à boa mesa. “Hoje temos vários bons restaurantes aqui, com boas adegas. A ideia é fortalecer isso e fazer com que cada edição seja maior que a anterior”, projeta Jacobina.
Também embaixadora do Wine Brasil Music, Licia Fabio acredita que levar o festival para a rua amplia a conexão entre moradores, turistas e um dos conjuntos arquitetônicos mais importantes da capital baiana.”Cada evento precisa se renovar. Neste segundo ano, a novidade é justamente ir para a rua, ocupar os lugares e reunir música, vinho e gastronomia. É uma forma de trazer o turista e também o baiano para conhecer um lugar tão bonito como a Rua Chile”, completa.
A expectativa da organização é superar o público da edição de estreia e consolidar o festival no calendário nacional de eventos dedicados ao vinho. Mais do que reunir rótulos e experiências gastronômicas, o Wine Brasil Music aposta na ocupação qualificada do espaço urbano para reforçar a Rua Chile como um destino onde patrimônio, cultura e gastronomia caminham lado a lado.
Fotos: Elias Dantas e Lucas Assis
Veja também: Tempero Bahia celebra a Mata Atlântica na 9ª edição
