Em 2025, o grupo Teatro Terceira Margem comemora uma década de trajetória com montagens, leituras dramatizadas e oficinas formativas gratuitas até dezembro, em diferentes espaços de Salvador. O projeto “Teatro Terceira Margem – 10 anos” celebra o percurso de um dos coletivos mais atuantes do teatro baiano atual, cuja pesquisa se desdobra em criações premiadas e ações de formação voltadas a novos artistas.
A abertura da programação acontece nesta sexta-feira, 31 de outubro, no Boca de Brasa Cajazeiras, com a leitura dramatúrgica musicada de A Máquina que Dobra o Nada — obra que teve sua estreia há dez anos. Dirigido por Caio Rodrigo, o espetáculo infantojuvenil inaugurou a parceria com o autor Ian Fraser, foi assistido por mais de 10 mil pessoas e recebeu o Prêmio Bahia Aplaude de Melhor Espetáculo Infantojuvenil (2015).
Inspirada na poesia e nos neologismos de Manoel de Barros, a história acompanha a amizade entre um garoto e um cientista, que, juntos, planejam criar uma máquina capaz de dobrar o nada — uma invenção movida pela imaginação e pela delicadeza do olhar sobre as pequenas coisas do mundo. No elenco, os jovens atores Mano Leone, Marina Torres, Felipe Viguini e João Victor Sobral dividem o palco com musicistas experientes, como Carmelito Lopes, Letícia Bartholo, Lorena Martins, Germano Barbosa e Alex Marcio. A programação completa, que inclui oficinas e espetáculos na Casa Rosa, pode ser conferida aqui.
(Foto: Diney Araújo. Texto: Tharsila Prates)


