Um futuro devastado por desastres ambientais e sanitários, marcado pela crise das instituições democráticas e pela disputa entre grupos opressores e oprimidos. É nesse cenário que a escritora baiana Suzana Varjão constrói seu primeiro romance, “Cidade de bolhas e vãos”, que ganha lançamento nacional no dia 18 de setembro. A obra coloca no centro da narrativa a chamada “morte da verdade” e provoca reflexões sobre os caminhos da humanidade a partir das escolhas feitas no presente.
Este é o 13º livro de Suzana Varjão, que atualmente vive em Brasília, mas representa sua estreia no gênero romance. Ambientada em uma era digital, a história acompanha uma jovem negra convocada a tomar posição em uma espécie de guerra de lugares, travada em diferentes dimensões, dentro de uma nova ordem mundial. A trama combina projeções sobre o futuro com rastros deixados pelo passado e questões que já fazem parte da sociedade contemporânea.

A narrativa se desenvolve em um planeta que atravessou sucessivas crises ambientais e sanitárias e onde as utopias perderam força. Ao mesmo tempo, as instituições democráticas entram em colapso, criando uma atmosfera física e moral de incerteza. É nesse contexto que a protagonista precisa lidar com as tensões provocadas pela nova configuração social e pelas relações de poder que surgem nesse mundo.
Embora tenha como cenário um futuro imaginado, “Cidade de bolhas e vãos” ganhou um aspecto particular diante de acontecimentos que ocorreram fora das páginas do livro. Segundo a divulgação da obra, alguns fatos que antecederam a edição acabaram apresentando semelhanças com situações retratadas no romance, reforçando a percepção de que a história teria antecipado questões que chegaram ao debate social atual.
O livro foi publicado inicialmente em dezembro de 2025 e chegou a alguns leitores, mas agora será disponibilizado em escala nacional pela editora Minimalismos. A escolha acompanha tanto o perfil digital da editora quanto a própria atmosfera tecnológica da narrativa: a distribuição será feita pela internet, sem pontos físicos de venda. Ainda assim, leitores que quiserem a versão impressa poderão solicitá-la diretamente pelo site da editora, informando a autora ou o título da obra, a quantidade desejada e o endereço de entrega.
Fotos: Divulgação
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