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Nordeste pode assumir protagonismo no processo de transição ecológica no Brasil

Por Redação

Atualizado em 2 min de leitura

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Estados nordestinos terão destaque nas mudanças ligadas à ecologia e à sustentabilidade; esta é a possibilidade que aponta um estudo técnico feito pelos nove estados da região. O plano foi detalhado pelo Consórcio Nordeste na Carta de Intenções que faz parte da construção do Plano Nordeste de Transformação Ecológica. O documento, entregue na última quinta (08), ao Ministério da Fazenda, foi um dos destaques do Brasil Nordeste – 1° Festival de Economia Popular e Solidária, realizado no Centro de Convenções, em Salvador.

A carta, que chegará até o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mostra, através de informações e dados, uma dicotomia: ao mesmo tempo que é uma área muito vulnerável às alterações climáticas, é também a mais promissora para a chamada descarbonização da economia.

O conteúdo do Plano Nordeste, ainda em construção, deve ser integrado ao relatório que será apresentado durante a COP 30, por Haddad, dentro do Plano Brasil de Transformação Ecológica. A conferência acontece em Belém, no mês de outubro, e debaterá a economia circular, o financiamento verde e temas relacionados à ecologia e desenvolvimento.

Crédito: Freepik

O representante do Consórcio Nordeste, Pedro Henrique Lima, disse que o Plano Nacional de Transformação Ecológica elaborado pelo Ministério da Fazenda necessita de um foco na região. “Quando a gente fala do Brasil com um todo de forma única achando que a gente está promovendo igualdade, o que a gente está fazendo é replicando as desigualdades”, disse.

O gestor da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos, detalha que o plano é um grande avanço econômico e sustentável para a região. “O Plano de Transformação Ecológica apresentado pelos estados do Nordeste representa uma grande contribuição à descarbonização do País e do planeta, e o fortalecimento dos investimentos em energias renováveis”, pontua.

Carta de Intenções é grande avanço para a chamada descarbonização da economia. Crédito: Yago Matheus- Ascom/Setre

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