O Ministério da Cultura lamentou nesta segunda-feira (29) a morte da atriz e comediante Berta Loran, ocorrida na noite de domingo (28), no Rio de Janeiro, aos 99 anos.
Nascida em Varsóvia, na Polônia, ela chegou ao Brasil ainda criança, com 9 anos, e se consagrou em programas de humor na TV Globo, em especial na Escolinha do Professor Raimundo, em que interpretou a inesquecível portuguesa Manuela D’Além-Mar.
Seu nome de batismo era Basya Loran. Chegou ao Brasil em 1929, fugindo com a família da perseguição antissemita que se intensificava na Europa. Sobrevivente das ameaças que antecederam o Holocausto, encontrou em terras brasileiras um novo lar — e foi aqui que construiu uma das mais longevas e respeitadas carreiras da televisão e do teatro nacional.
“Com uma presença marcante e uma capacidade única de fazer rir, Berta Loran foi uma das primeiras mulheres a ocupar espaço de destaque no humor televisivo brasileiro, em uma época em que o gênero era dominado por homens”, afirma em nota o MinC.
Além da Escolinha, participou de produções emblemáticas da TV Globo, como Zorra Total, A Diarista, Babilônia e Alto Astral, além de atuar em novelas e programas de diferentes emissoras. No teatro, estrelou comédias de sucesso e conquistou plateias com seu carisma e timing cômico impecável.
