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Mercado de luxo brasileiro contraria desaceleração global e cresce em média 18% ao ano

Enquanto o mercado de luxo global passa por uma desaceleração, o cenário no Brasil se mostra promissor. Desde 2018, o país registra um crescimento médio de 18% ao ano no consumo de segmentos como moda e gastronomia de luxo, de acordo com a empresa de consultoria Bain & Company.

Um estudo feito pela companhia, em parceria com a Vogue e a Valor, mapeou esse crescimento através da investigação de nove segmentos desse mercado, como moda e itens pessoais, automóveis e viagens. A pesquisa mostrou que, ao todo, esses setores movimentaram cerca de R$74 bilhões em 2022 e podem atingir R$130 bilhões em 2030.

O crescimento brasileiro contraria o quadro mundial, em que o cenário é de desaceleração, com marcas de renome global sofrendo quedas expressivas nas ações. Três grandes exemplos são a Kering, dona da Gucci e da Balenciaga, cujas ações despencaram em 30%; a LVMH, que abriga marcas como Louis Vuitton, Fendi e Bulgari, que apresentou uma queda de 20% nas ações; e a Prada, cujo declínio foi de 6%.

Segundo a Forbes Brasil, o cenário desanimador está relacionado à desaceleração econômica na China, que responde por cerca de 25% do consumo global de luxo – só no primeiro semestre, as vendas da LVMH no continente asiático tiveram uma queda de 14%. Essa diminuição na demanda chinesa reflete a postura do governo chinês em relação aos efeitos socioeconômicos da pandemia da covid-19.

Principais segmentos no Brasil

A pesquisa da Bain & Company segmentou o mercado de luxo em nove áreas: moda e itens pessoais (que engloba vestuário, calçados, joias e produtos de beleza, por exemplo), imóveis, automóveis, saúde, aeronaves privadas, iates, fine art, hotéis e bebidas finas.

No Brasil, entre os setores analisados, foi perceptível a prevalência de moda e itens pessoais. Em 2022, o faturamento foi de R$18 bilhões só neste departamento, o equivalente a 24,3% do total faturado naquele ano pelas companhias de luxo.

Outro destaque são os segmentos de compra de imóveis e aeronaves privadas, menos afetados pela pandemia. Apesar da crise sanitária, todos os setores apresentaram crescimento, alguns mais tímidos que outros.

Os consumidores de luxo representam apenas 1% da população brasileira, mas detêm riquezas líquidas que ultrapassam os R$3,5 trilhões, de acordo com a Bain & Company. A parcela de pessoas de alto poder aquisitivo no Brasil pode chegar a 1,5 milhão nos próximos seis anos, revela o estudo feito pela empresa.

Com base no comportamento desse público, a análise mapeou as cinco principais demandas no consumo de luxo no Brasil. São elas: a busca por hiperpersonalização, ou seja, experiências personalizadas para atender as preferências do consumidor; produtos que tenham valores alinhados aos dos clientes, no que diz respeito a aspectos como origem, inovação e exclusividade; possibilidade de realizar as compras de qualquer lugar; serviço conveniente e rápido, com pontos de contato, transparência e opções de atendimento; e humanização, com interações envolventes para equilibrar a automação.

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