Amigos de longa data. De um lado, Jorge Amado. Do outro, Dias Gomes. Que palavras foram escritas nas correspondências trocadas por esses dois importantes escritores baianos? Filha de Jorge e Zélia, a escritora Paloma Jorge Amado lança no dia 7 de agosto (quinta-feira), às 17h30, na biblioteca do Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador, o livro “Cartas: Dias Gomes – Jorge Amado”.
A obra inaugura a ‘Coleção – Um Gesto de Amizade’ da Editora Casa de Palavras, braço editorial da Fundação Casa de Jorge Amado. No bate-papo, Paloma recebe ainda a neta de Dias Gomes, Tatiana Dias Gomes, no evento que integra a programação oficial da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Nesta edição, a Flipelô, que acontece de 6 a 10 de agosto, homenageia o escritor e dramaturgo Dias Gomes.

“A correspondência trata sobretudo de amizade, depois de um tempo também de compadrio. Ambos eram escritores comunistas, um dramaturgo, o outro romancista. Com grande intimidade, falam de tudo, sobretudo das produções literárias de ambos, das novelas censuradas de Dias Gomes, da candidatura para a Academia Brasileira de Letras, das obras de suas mulheres Janete Clair e Zelia Gattai. É interessantíssimo, acho que o público leitor vai gostar muito”, destaca Paloma.
A seleção, organização e notas sobre as cartas foram realizadas por Bete Capinan, coordenadora editorial, e pela própria Paloma Jorge Amado, que também é membro do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado.

“Gostei muito de uma resposta de Dias Gomes a papai, sobre uma notícia na imprensa francesa em que confundiram Anselmo Duarte (ator e diretor de “Pagador de promessa”, Palma de Ouro em Cannes), com Regina Duarte, atriz que naquele momento estava numa novela exibida na França. Ele diz: ‘Recebi a xerox de uma matéria da revista Les Enjeux – Revolution. Adorei saber que sou conhecido na França pelo filme de Regina Duarte. Pensei em mandar o recorte para Anselmo. Mas temi que ele, já injustamente condenado ao ostracismo, se suicidasse”, comenta Paloma Amado sobre um dos seus trechos preferidos das cartas.
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