A isenção do Imposto de Renda, que começa a valer em janeiro de 2026, deve colocar mais dinheiro em circulação na economia da Bahia. Segundo um estudo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a medida pode injetar cerca de R$ 478 milhões por ano no estado.
O impacto vem do aumento da renda disponível para os contribuintes. De acordo com a Sudene, a isenção vai liberar R$ 126,7 milhões por mês em todo o Nordeste. Desse total, 31,47% correspondem à Bahia, que lidera a região em volume de recursos beneficiados.
No cenário nordestino, Pernambuco aparece em segundo lugar, com 21,06% do montante, seguido pelo Ceará, com 16,02%. Depois vêm Maranhão (8,60%), Rio Grande do Norte (5,79%), Paraíba (5,09%), Alagoas (4,65%), Piauí (3,71%) e Sergipe (3,61%).
Ao todo, a isenção deve deixar R$ 1,7 bilhão por ano à disposição dos contribuintes do Nordeste. Esse valor representa cerca de 7% da renúncia fiscal estimada pelo Governo Federal, que deve chegar a R$ 25,8 bilhões em todo o país.
A medida prevê a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de descontos para rendas de até R$ 7.350. A expectativa é que o alívio no bolso ajude a estimular o consumo e movimentar a economia regional.
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