Na última quinta-feira (22), o Governo Federal divulgou informações sobre ajustes no Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). A tributação incidente sobre investimentos de pessoas físicas no exterior e de transferências para aplicações de fundos nacionais em outros países iriam subir para 3,5%. Mas, após repercussão negativa no Mercado e recuo do ministro da Fazenda Fernando Haddad, voltaram aos patamares iniciais, de 1,1% e 0%, respectivamente.
No entanto, diversas operações passaram a ter incidência de IOF de 3,5%, com exceção das operações de entrada não especificadas, que seguem com alíquota de 0,38%, e dos aportes em previdência complementar VGBL, que permanecem com taxa de 5% para valores acima de R$50 mil.
Com isso, pessoas físicas também serão impactadas, já que transações com cartões de crédito, débito, pré-pagos e a compra de moeda estrangeira em espécie agora têm tributação unificada de 3,5%. As contas globais, antes vistas como opção mais econômica para quem viaja ou faz compras internacionais, também sentirão esse reajuste.
Perante estes impasses, as instituições financeiras do país estão buscando formas para se preparar e ajudar os clientes – ao menos na adaptação aos novos percentuais. Em entrevista à Revista Forbes, alguns bancos trouxeram informações sobre as medidas imediatas que vêm sendo tomadas.
O Mercado Pago, por exemplo, anunciou isenção dessa taxa no cartão de crédito e disponibilizou cashback de 0,6%. Já o Porto Bank manteve IOF zero para compras internacionais no crédito, com devolução total do valor gasto via cashback.
No caso do BTG, clientes com investimentos em dólar no exterior receberão cashback referente à diferença entre a nova alíquota e a anterior até a segunda-feira (2). Após essa data, passa a valer a nova taxa. A intenção é incentivar a continuidade dos aportes internacionais. “Acreditamos que isso seja saudável para as pessoas, já que muitos produtos que consumimos estão indexados ao dólar”, afirma o co-CEO do banco, Renato Moritz.
O Banco Inter, por sua vez, destaca que sua conta internacional oferece spreads mais baixos do que a média de mercado. A instituição afirma que a Global Account permite ao cliente travar a cotação do câmbio no momento desejado, formando uma reserva em moeda estrangeira protegida da flutuação cambial. Entre os benefícios estão cashback em dólar e cartão de crédito na moeda americana, sem cobrança extra de spread ou IOF.
Com informações da Forbes Brasil
Crédito: divulgação
