O projeto de transformação do Palácio Rio Branco, antigo Palácio do Governador, na Praça Tomé de Souza, em Salvador, no primeiro hotel ‘seis estrelas’ da capital baiana corre risco de virar fumaça. A reforma do local, que teve concessão adquirida ainda em 2022 pelo BM Varejo, pode estagnar com uma disputa societária e o afastamento do empresário francês Alexandre Allard do seu conselho de administração.
A decisão de afastar o francês, que lidera o projeto na capital baiana e sofre para começar a reforma do palácio, aconteceu em assembleia na quinta-feira (11). A votação se deu em meio à abertura de uma ação de responsabilidade civil contra o empresário, que detém cerca de 35% da companhia. Conforme destacaram os sites O Globo e BP Money, há um conflito entre ele e o sócio majoritário, o grupo chinês Chow Tai Fook (CTF), detentor dos outros 65%.
O contrato assinado com o governo da Bahia prevê a recuperação, revitalização e operação do imóvel com a finalidade de instalação de um empreendimento hoteleiro, que contará também com o Memorial dos Governadores do Estado (museu de acesso ao público), com um grande acervo de valor histórico. A reportagem procurou Maurício Bacelar, titular da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), para obter informações sobre como o afastamento pode afetar o hotel do palácio, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
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