O anúncio do encerramento das atividades do Omí, o restaurante de Fabrício Lemos e Lisiane Arouca localizado no Fera Palace Hotel, na Rua Chile, pegou a todos de surpresa. Após quatro anos de sucesso, o casal de chefs que comanda o Grupo Origem decidiu encerrar o contrato com o hotel.
Com isso, o Fera perde, além do primeiro restaurante que deu certo por lá, todo o serviço de alimentos de bebidas, que inclui ainda o Fera Rooftop e o bar da piscina, que levava a assinatura dos premiados chefs.

Numa postagem na sua rede social, o chef – que no mês passado teve seu restaurante Origem eleito como o Melhor do Brasil na premiação da prestigiada revista Prazeres da Mesa -, não deixa muito claro o que o levou a tomar a decisão de deixar o hotel da Rua Chile, mas a coluna apurou que a relação entre contratado e contratante já vinha desandando há tempos.
Embora o anúncio tenha sido feito pelo chef no sábado passado (21), somente ontem, sexta-feira (27), o hotel se posicionou após pedirmos a informações sobre a mudança, o que foi feito através de uma nota enviada pela assessoria de imprensa.
A nota, assinada pela assessoria do hotel, diz que foi uma decisão conjunta. “A decisão foi tomada de forma consensual, em razão dos novos direcionamentos estratégicos e propósitos de negócios de ambas as partes”.
No texto, Antônio Mazzafera agradece ao casal de chefs pela parceria. “Somos gratos aos chefs Fabrício Lemos, Lisiane Arouca e toda a sua equipe pela dedicação, talento e parceria ao longo desses quatro anos. Foi um período de grandes conquistas e evolução. Desejamos a eles sucesso em seus novos projetos”, afirma o CEO do Fera Palace Hotel.
Mais tarde, a coluna conseguiu falar, via Whatsapp, com o hoteleiro que, questionado sobre a saída dos chefs, respondeu que “são ciclos”, o que nos faz entender que este ciclo foi concluído. Quanto ao novo ciclo, o empresário respondeu: “Em breve, novidades”.
Deixando de lado questões internas que só interessam aos envolvidos, fato é que desde que abriu as portas, em 2017, o Fera nunca acertou no restaurante. O primeiro, o Adamastor, que trazia um resgate dos pratos clássicos do antigo Palace Hotel, não agradou ao público.
Depois, o Adamastor virou Lina (em homenagem a arquiteta italiana Lina Bo Bardi), Nesta empreitada, Mazzafera “importou” de São Paulo a chef mineira Manu Ferraz – que comanda o restaurante do MASP (A Baianeira) e, mais uma vez, o negócio não vingou.
A chegada de Fabrício e Lisiane ao hotel não apenas levou o público de volta ao restaurante, como deu prestígio ao hotel, que se estendeu ao longo destes quatro anos para as demais áreas, incluindo o café da manhã, que ganhou fama de ser um dos melhores da cidade, conforme testemunho dos próprios hóspedes registrados em sites e aplicativos de turismo.
A saída dos chefs não deixa de causar um impacto negativo à Rua Chile, que vem se tornando um polo gastronômico e abre uma lacuna neste cenário em ascensão. O casal agrega muito à cena gastronômica local, que conta com bons restaurantes no seu entorno. De acordo com Antônio Mazzafera, a partir do dia 1º de julho, o hotel retoma o serviço de alimentos e bebidas com o time atual do hotel.
A nós, só resta torcer (ou orar, para quem tem fé) para que o belíssimo Fera, que abriu caminho para o renascimento da Rua Chile, acerte na nova escolha que fará.



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Que pena, o hotel vem ganhando destaque e muitos elogios, na gastronomia e no café da manhã no serviço ao cliente com outras qualidades que soman .